BÁRBARA ELIODORA

A heroína Bárbara Eliodora

Nasceu no dia 03 de dezembro de 1759 em São João del-Rei. Faleceu no dia 24 de maio de 1819, no Arraial de São Gonçalo do Sapucaí pertencente à Freguesia da Campanha do Rio Verde. Filha do Dr. José da Silveira e D. Maria Josepha Bueno da Cunha, descendente de Amador Bueno. Casou-se com Inácio José de Alvarenga Peixoto em 22 de dezembro de 1781 e tiveram 4 filhos: Maria Ifigênia nascida em 1779, José Eleutério de Alvarenga nascido em 1787 e faleceu em 1840, João Evangelista de Alvarenga nascido em 1788 (professor de latim em Campanha), Tristão Antônio de Alvarenga nascido em 1789 (época da prisão do pai).
O filho mais velho, José Eleutério, lhe ajudava na administração de suas propriedades e residia em sua companhia. Ele casou com Mariana da Silva Lopes, na Fazenda Boa Vista, em 08 de fevereiro de 1811, dando à Bárbara cinco netos.
Alvarenga Peixoto chegou a São João Del Rei com 34 anos, altamente, colocado. Hospedou-se em casa dos pais de Bárbara Eliodora. Logo encantou-se com ela, a encarnação de suas poesias e sonhos, que tão depressa mereceram o seu amor mutuamente compreendido. Tornaram-se namorados.
Alvarenga Peixoto, ainda como Juiz, tomou conhecimento das riquezas minerais em nossa região e começou adquirir propriedades agrícolas. No Arraial de São Gonçalo na Freguesia da Campanha do Rio Verde, era proprietário da Fazenda Pinheiros, Boa Vista, mais tarde com o nome de Santa Rita. Adquiriu também a Fazenda Santa Rufina (em São Gonçalo Velho), as lavras do Ouro Fala e a Fazenda Paraopeba, esta na Comarca de Vila Rica, Campo do Fogo, Santa Luzia, Aterrado e muitas outras, conforme consta do auto de sequestro de seus bens, consequente à Inconfidência. Adquiriu numerosas e ricas fazendas de cultura e águas de mineração no Arraial de São Gonçalo. Através de João Rodrigues de Macedo, o maior banqueiro de Minas, Alvarenga começou a adquirir escravos em grande quantidade para desenvolver a mineração em suas fazendas.
Quando Alvarenga descobre que os planos da Inconfidência haviam sido descobertos, recorre à sua mulher, conta o sucedido e só lhe vem a mente uma solução – salvar sua família com outra traição, obtendo com isto a misericórdia da Coroa. Ela, na sua honradez, o repeliu e lhe disse: “Ante a miséria, a fome, a morte, do que a traição!” Ela, a heroína da Inconfidência, preferiu a desgraça familiar à desonra da traição dos seus companheiros de ideiais.
Em 1789, nasce o 3º filho de Bárbara Eliodora e Alvarenga Peixoto, no momento da prisão de Alvarenga. Nesse momento, aos 30 anos, Bárbara se muda para Campanha, onde estudaram a filha e os três filhos. Realmente em princípios de 1796, João Rodrigues de Macedo veio residir em São Gonçalo e tendo arrematado a parte confiscada a Alvarenga Peixoto, tornou-se sócio de Bárbara Eliodora em suas propriedades agrícolas e minerais.
A “Infâmia” só foi levantada da família, após a Independência. A autorização para serem restituída às famílias dos inconfidentes os “Bens sequestrados” se dada por uma lei em 1832. Só atingiu os netos do casal.

Provações que Bárbara Eliodora teve que enfrentar

Prisão de Alvarenga em 20 de maio de 1789 em São João Del Rei; sequestro e Avaliação dos Bens em 13 de outubro de 1789; morte de Alvarenga, em 14 de janeiro de 1793, no presídio de Ambaca (África); falecimento do seu pai no início de abril de 1793; logo depois, em 10 de maio de 1794, falece Maria Ifigênia, a “Princezinha do Brasil”, com 15 anos, de desastre em caminho de Campanha para sua Fazenda Boa Vista no Arraial de São Gonçalo.

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